89th Academy Awards

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Gafe histórica marca cerimônia com mudança na mentalidade da Academia

A 89ª edição do Oscar ficará na história como a “primeira vez” para muitas coisas. Para começar, a gafe gigantesca, sem precedentes e vergonhosa que foi o anúncio do principal prêmio da noite. Depois de passar pelas mãos dos produtores de La La Land, o público descobriu, chocado, que o verdadeiro vencedor da estatueta de Melhor Filme era Moonlight. Esse fato isolado já é o suficiente para dar destaque à cerimônia.

Mas é preciso ressaltar também que a premiação escolheu como Melhor Filme um longa que custou US$ 5 milhões – o mais baixo orçamento a levar a honraria – , protagonizado por um personagem homossexual – fato também inédito na categoria – e com um elenco totalmente negro – algo jamais visto. Para complementar, Mahershala Ali se tornou o primeiro muçulmano a vencer como Melhor Ator Coadjuvante, enquanto o editor de Moonlight é o primeiro negro a ser indicado por montagem.

Atriz de Um Limite Entre Nós, Viola Davis finalmente recebeu seu tão merecido Oscar, e se tornou a primeira mulher negra a vencer a Coroa Tríplice da Atuação – além do boneco dourado, ela também tem um Tony e um Emmy. Foi definitivamente um ano importante, que serviu como o “primeiro” para muitos aspectos da indústria cinematográfica que tendem a mudar no futuro.

Com três Oscar, Moonlight ficou atrás de seu principal adversário, La La Land, que apesar das seis estatuetas, deixou a desejar em categorias nas quais sua vitória era dada como certa. Em seguida, com dois prêmios cada, vieram Manchester à Beira-Mar e Até o Último Homem, cuja tímida vitória surpreendeu em um ano marcado pela diversidade. Afinal, estamos falando de um filme dirigido por Mel Gibson, cujas opiniões flertam abertamente com uma mentalidade fascista.

Quanto à cerimônia, Jimmy Kimmel fez um ótimo trabalho como apresentador, abordando a situação política nos Estados Unidos com a devida ênfase e sem perder o bom humor. Por outro lado, a produção do programa foi uma das piores dos últimos anos, com vários momentos exagerados – como os balões caindo do céu, divertidos na primeira vez, mas forçados na terceira – e “marmeladas” incompreensíveis. Ben Affleck foi chamado para premiar o roteiro de Manchester à Beira-Mar, protagonizado por seu irmão, ao lado de Matt Damon, produtor do longa. Simplesmente não há como explicar tamanha falta de bom senso.

Para piorar, os números musicais – que deveriam ser o forte em um ano com La La Land na disputa – foram extremamente fracos, com exceção da ótima abertura feita por Justin Timberlake.

Confira a lista de vencedores e o que achamos deles.


FILME

Até o Último Homem

A Chegada

Estrelas Além do Tempo

La La Land – Cantando Estações

Lion – Uma Jornada Para Casa

Manchester à Beira-Mar

Moonlight – Sob a Luz do Luar

A Qualquer Custo

Um Limite Entre Nós

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COMENTÁRIO: Decisão extremamente difícil, entre premiar o “mais importante” ou o “artisticamente superior”. Os dois favoritos, La La Land e Moonlight, têm seus méritos, bastante distintos. Se o primeiro brilha pela criatividade, o segundo pelo teor político. Ambos são ousados e merecedores da atenção que vêm recebendo. A estatueta acabou sendo reflexo do contexto, não do filme em si. La La Land é superior do ponto de vista cinematográfico, mas Moonlight é politizado demais para ser ignorado. Resta ver se o Oscar agora se tornará uma plataforma ideológica. Vale ressaltar a presença de A Chegada e Manchester à Beira-Mar aqui, filmes bastante diferentes, mas perfeitos naquilo que se propõem a fazer. Uma das melhores listas de indicados dos últimos anos.


DIREÇÃO

Mel Gibson (Até o Último Homem)

Dennis Villeneuve (A Chegada)

Damien Chazelle (La La Land – Cantando Estações)

Kenneth Lonergan (Manchester à Beira-Mar)

Barry Jenkins (Moonlight – Sob a Luz do Luar)

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COMENTÁRIO: Aos 32 anos, Damien Chazelle é o diretor mais jovem a levar o prêmio para casa, o que é muito merecido. La La Land é paixão, ousadia e qualidade do começo ao fim, tudo isso impulsionado pela objetividade e brilhantismo de um diretor jovem, que já tinha demonstrado seu talento em Whiplash, e que mostra que Hollywood está se renovando.


ROTEIRO ADAPTADO

A Chegada

Estrelas Além do Tempo

Lion – Uma Jornada Para Casa

Moonlight – Sob a Luz do Luar

Um Limite Entre Nós

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COMENTÁRIO: Mais uma categoria difícil, com a delicadeza e impacto de Moonlight contra A Chegada, um filme muito bem executado, com uma história tocante e universal. São, de longe, os dois melhores roteiros adaptados do ano.


ROTEIRO ORIGINAL

Mulheres do Século 20

La La Land – Cantando Estações

O Lagosta

Manchester à Beira-Mar

A Qualquer Custo

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COMENTÁRIO: O mais original, sem dúvidas, é O Lagosta. De qualquer forma, o filme perde por alguns pequenos detalhes, o que deixa La La Land e Manchester como os favoritos da categoria. De forma íntima e poderosa, Manchester se mostrou uma história muito bem pensada. Mas La La Land deveria ganhar justamente pela simplicidade de seu roteiro, que consegue fazer do rotineiro algo grandioso e emocionante.


ATOR

Andrew Garfield (Até o Último Homem)

Viggo Mortensen (Capitão Fantástico)

Ryan Gosling (La La Land – Cantando Estações)

Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar)

Denzel Washington (Um Limite Entre Nós)

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COMENTÁRIO: Em uma cerimônia marcada pelo politicamente correto, ficou feio dar o prêmio para Casey Affleck, acusado de assédio sexual por colegas de set de filmagem. Denzel também não seria uma boa opção, já que sua performance é grito e raiva o tempo inteiro. Ryan Gosling está ótimo em La La Land, mas logo se apaga frente ao talento de Emma Stone. Com isso, sobram Viggo Mortensen, com uma atuação excêntrica mas arrebatadora, e Andrew Garfield, que mostrou que a Marvel ficou para trás. Uma opção muito mais interessante simplesmente por ter surpreendido a todos com seu trabalho, Andrew merecia a estatueta.


ATRIZ

Isabelle Huppert (Elle)

Meryl Streep (Florence – Quem é Essa Mulher?)

Natalie Portman (Jackie)

Emma Stone (La La Land – Cantando Estações)

Ruth Negga (Loving)

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COMENTÁRIO: Meryl Streep caiu de paraquedas, enquanto Ruth Negga faz um ótimo trabalho, mas nada excepcional. Isabelle Huppert está incrível em Elle, mas o filme é equivocado demais. Natalie Portman entrega uma das performances femininas mais fortes do ano e merecia a estatueta. Só que Emma Stone cresceu e apareceu, esbanjando talento em La La Land sem perder graça e delicadeza. Emma se encaixa perfeitamente como Mia e domina o filme de maneira emocionante e carismática. Mereceu completamente o prêmio, já que Amy Adams, mais uma vez, foi ignorada pela Academia. Uma das maiores vergonhas do ano, a falta de uma indicação para a atriz é indesculpável. Amy deveria ter um Oscar em casa há anos e A Chegada era o filme perfeito para isso – seu trabalho é simplesmente impressionante.


ATOR COADJUVANTE

Michael Shannon (Animais Noturnos)

Dev Patel (Lion – Uma Jornada Para Casa)

Lucas Hedges (Manchester à Beira-Mar)

Mahershala Ali (Moonlight – Sob a Luz do Luar)

Jeff Bridges (A Qualquer Custo)

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COMENTÁRIO: Mais uma ótima seleção, tendo Michael Shannon como o único destoante. Em seu lugar, deveriam ter indicado Hugh Grant, a verdadeira estrela de Florence – Quem é Essa Mulher?. Enquanto Jeff Bridges não sai de sua zona de conforto, Lucas Hedges é uma grande promessa para Hollywood. Já Dev Patel consegue transformar um personagem limitado em uma performance emocionante. Tão bom quanto estava Mahershala Ali em Moonlight, que só frustra pelo pouquíssimo tempo de tela – mas nem isso faz de sua atuação menos impactante e bonita.


ATRIZ COADJUVANTE

Octavia Spencer (Estrelas Além do Tempo)

Michelle Williams (Manchester à Beira-Mar)

Naomie Harris (Moonlight – Sob a Luz do Luar)

Nicole Kidman (Lion – Uma Jornada Para Casa)

Viola Davis (Um Limite Entre Nós)

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COMENTÁRIO: Outro absurdo entre as categorias de atuação foi indicar Octavia Spencer – completamente apagada em Estrelas Além do Tempo – no lugar da colega de elenco Janelle Monáe, que brilha do começo ao fim. Nicole Kidman está ótima em Lion, mas ficou para trás na corrida. Viola Davis merecia um Oscar há muito tempo, mas é uma pena que ela tenha precisado se promover como coadjuvante em um papel que, na verdade, era de protagonista. Isso tira a oportunidade de atrizes como Michelle Williams e Naomie Harris que, em pouquíssimo tempo tela, entregaram performances memoráveis e muito comoventes. Eram as coadjuvantes mais fortes do ano, já que Viola é e sempre foi a principal força por trás de Um Limite Entre Nós.


ANIMAÇÃO

Kubo e as Cordas Mágicas

Minha Vida de Abobrinha

Moana – Um Mar de Aventuras

The Red Turtle

Zootopia – Essa Cidade é o Bicho

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COMENTÁRIO: Ao contrário do que acontece em muitos anos, a categoria de Animação estava surpreendentemente forte em 2017. Zootopia mereceu pela originalidade de sua história, mas vale ressaltar a beleza de Kubo, a mistura de seriedade e inocência de Abobrinha e também Moana, que apesar de se adequar à fórmula da Disney, tem uma protagonista feminina forte e que dá destaque ao filme.


EDIÇÃO

Até o Último Homem

A Chegada

La La Land – Cantando Estações

Moonlight – Sob a Luz do Luar

A Qualquer Custo

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COMENTÁRIO: Uma das maiores surpresas da noite. Não fez muito sentido dar o prêmio para Até o Último Homem, que pode ter se beneficiado pela divisão entre aqueles que votaram com bom senso. Era o trabalho menos interessante da categoria, que deveria ter ficado com La La Land, pela leveza de suas transições, ou com A Chegada, que não segue uma linha temporal cronológica.


FIGURINO

Aliados

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Florence – Quem é Essa Mulher?

Jackie

La La Land – Cantando Estações

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COMENTÁRIO: Vitória surpreendente, mas que premiou o melhor da categoria. A disputa estava entre La La Land, Jackie e Aliados, cada um com uma característica bastante particular. Mas Animais Fantásticos ter levado foi uma clara justiça histórica em relação a uma franquia que jamais havia vencido um único Oscar – o que é um absurdo, dado o nível de criatividade e detalhe do visual da saga Harry Potter.


MAQUIAGEM E PENTEADO

Esquadrão Suicida

Star Trek – Sem Fronteiras

Um Homem Chamado Ove

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COMENTÁRIO: Não há nem o que comentar em uma categoria que premiou o que há de pior no cinema hollywoodiano. Esquadrão Suicida merece cair no esquecimento eterno, mas graças à injustificável vitória na categoria, agora tem o direito de ostentar um Oscar no currículo. É ridículo.


CANÇÃO

The Empty Chair (Jim: The James Foley Story)

Audition (The Fools Who Dream) (La La Land – Cantando Estações)

City of Stars (La La Land – Cantando Estações)

How Far I’ll Go (Moana – Um Mar de Aventuras)

Can’t Stop The Feeling (Trolls)

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COMENTÁRIO: Mais uma categoria anormalmente forte. City of Stars é quem realmente merecia – mesmo que outras canções de La La Land sejam mais interessantes, como Another Day of Sun. Mas vale ressaltar a beleza e vivacidade de How Far I’ll Go e a energia de Can’t Stop The Feeling. The Empty Chair ainda não sabe o que está fazendo na categoria e é triste pensar que, com sua indicação, não sobrou espaço para uma única música da incrível trilha sonora de Sing Street, um filme simples mas maravilhoso, que merecia muito mais atenção nas premiações.


ANIMAÇÃO EM CURTA-METRAGEM

Blind Vaysha

Borrowed Time

Pear Cider and Cigarettes

Pearl

Piper – Descobrindo o Mundo


DOCUMENTÁRIO

A 13° Emenda

Eu Não Sou Seu Negro

Fogo no Mar

Life, Animated

O.J.: Made in America


DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM

4.1 Miles

Extremis

Joe’s Violin

Watani: My Homeland

The White Helmets


FILME ESTRANGEIRO

O Apartamento

Land of Mine

Tanna

Toni Erdmann

Um Homem Chamado Ove


FOTOGRAFIA

A Chegada

La La Land – Cantando Estações

Lion – Uma Jornada Para Casa

Moonlight – Sob a Luz do Luar

Silêncio


TRILHA SONORA

Jackie

La La Land – Cantando Estações

Lion – Uma Jornada Para Casa

Moonlight – Sob a Luz do Luar

Passageiros


DESIGN DE PRODUÇÃO

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Ave, César!

A Chegada

La La Land – Cantando Estações

Passageiros


EFEITOS VISUAIS

Doutor Estranho

Horizonte Profundo – Desastre no Golfo

Kubo e as Cordas Mágicas

Mogli – O Menino Lobo

Rogue One – Uma História Star Wars


EDIÇÃO DE SOM

Até o Último Homem

A Chegada

Horizonte Profundo – Desastre no Golfo

La La Land – Cantando Estações

Sully – O Herói do Rio Hudson


MIXAGEM DE SOM

13 Horas – Os Soldados Secretos de Benghazi

Até o Último Homem

A Chegada

La La Land – Cantando Estações

Rogue One – Uma História Star Wars


CURTA-METRAGEM

Ennemis Intérieurs

La Femme et le TGV

Silent Nights

Sing

Timecode

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O Cinema em 2016

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O ano de 2016 pareceu ter mais surpresas ruins que o normal, inclusive no cinema. Ele mal começou e já fez de David Bowie e Alan Rickman duas de suas primeiras vítimas. Ícones como Gene Wilder, o eterno Willy Wonka, e Kenny Baker, o R2-D2, se juntaram à lista de estrelas perdidas em 2016, enquanto Anton Yelchin, de Star Trek: Sem Fronteiras, teve uma morte prematura e chocante.

Muitos lançamentos, porém, acabaram se tornando surpresas boas, aliviando o peso de 2016. Mogli: O Menino Lobo foi um dos melhores filmes do ano (quem diria?) e deixou todos otimistas para os vários live-actions programados pela Disney para o futuro. Da mesma forma, Animais Fantásticos e Onde Habitam foi um retorno em grande estilo ao universo mágico de Harry Potter.

A Disney, para variar, encheu os bolsos de muito, mas muito dinheiro. Dos dez filmes de maior arrecadação no ano, cinco são da empresa do Mickey Mouse. Capitão América, Procurando Dory, Zootopia, Mogli e Doutor Estranho foram campeões não só de bilheteria, mas também de crítica.

Por outro lado, a DC parece ter perdido o rumo e, em seu desespero para alcançar o universo cinematográfico da rival Marvel, foi responsável por lançar os dois piores filmes do ano: Batman vs Superman e Esquadrão Suicida. Outro que decepcionou foi Steven Spielberg, com um dos filmes mais entediantes de 2016, O Bom Gigante Amigo.

Resta esperar que 2017 supere este ano que está acabando (o que não deve ser difícil). Enquanto isso, nós aguardamos ansiosamente por A Bela e a Fera, Guardiões da Galáxia Vol. 2 e o oitavo episódio de Star Wars, além das produções de 2016 que só devem chegar em terras brasileiras no começo do ano que vem, nas vésperas do Oscar, como La La Land e Moonlight.

Confira um ranking dos filmes lançados em 2016 neste link. E, como não podia faltar, veja algumas sugestões de presentes de Natal que os principais lançamentos de 2016 deixaram:


Pelúcio

Animais Fantásticos e Onde Habitam

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Muitos filmes ajudaram a popularizar animais “exóticos” vistos em livros e lendas, como Gremlins ou Hércules. Já Animais Fantásticos e Onde Habitam teve a difícil tarefa de criar, do zero, diversas criaturas jamais vistas antes. Em meio a tantos seres mágicos, foi Pelúcio quem roubou muitas das cenas do filme. Além de ser um bichinho de estimação fofo, ele ainda é viciado em objetos preciosos e certamente te ajudaria a começar 2017 com o bolso cheio.


Livro Elliot Gets Lost

Meu Amigo, o Dragão

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Durante os anos em que o protagonista Pete ficou sozinho em uma floresta, uma das poucas coisas que ele tinha era um livro chamado Elliot Gets Lost (Elliot Se Perde, em português). O livro infantil acaba desencadeando toda a trama de Meu Amigo, o Dragão e é uma ilustração da própria amizade entre Pete e seu dragão, batizado de Elliot.


Relógio

Doutor Estranho

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Antes de se tornar herói, Stephen Strange tinha uma coleção impressionante – e cara – de relógios, dos quais ele cuidava muito bem. Ganhar um desses de Natal certamente faria qualquer pessoa feliz, afinal, eles são todos muito estilosos. 


Um jantar

Festa da Salsicha

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Uma parte especial de qualquer Natal é a ceia. Jantar com família e amigos é tradição em muitas casas brasileiras, então por que não presentear alguém justamente com uma refeição de primeira? Para isso, é só pedir ajuda das personagens de Festa da Salsicha, que fazem até apresentações musicais para ajudar a divertir o seu Natal. Cachorro quente, tacos e batatas são comidas garantidas nesse presente.


Meias

Como Eu Era Antes de Você

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Ninguém gosta de ganhar meias de Natal, a não ser que elas sejam tão divertidas quanto as que Will Traynor dá para Lou Clark em Como Eu Era Antes de Você. Com listras amarelas e pretas, o acessório ajudou Lou a ter um aniversário super especial e certamente alegraria o Natal de qualquer um. Afinal, as meias são tão ridículas que arrancariam risadas até daquele parente mal-humorado.


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Boas festas e um 2017 cheio de ótimos filmes!

6 duelos de Harry Potter

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6. Harry Potter x Draco Malfoy

Harry Potter e a Câmara Secreta (2002)

Uma das coisas mais bacanas de Hogwarts é o Clube de Duelos. Quando Draco e Harry são escolhidos para uma demonstração das regras desse tipo de disputa, as coisas não poderiam dar mais erradas. Para a nossa sorte, o sonserino e o grifinório não seguem a orientação de usar somente feitiços de desarmamento e acabam protagonizando um dos melhores duelos da franquia, mesmo que por pouco tempo.


5. Molly Weasley x Belatriz Lestrange

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 (2011)

O melhor do duelo entre Molly e Belatriz é o fator supresa: ninguém poderia imaginar que uma das personagens mais carinhosas de Harry Potter liquidaria uma das mais odiadas com tanta frieza. É um momento de alegria geral, já que pôs fim ao sadismo e crueldade de Lestrange.


4. Comensais da Morte x Ordem da Fênix

Harry Potter e a Ordem da Fênix (2007)

Antes de ser uma das melhores lutas de Harry Potter, a disputa entre comensais e os membros da Ordem é também uma das cenas mais tristes da saga, já que termina com a morte de Sirius Black. Mas antes disso, vemos uma batalha de primeira, entre alguns dos maiores bruxos da geração de Almofadinhas.


3. Harry Potter x Voldemort

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 (2011)

O momento derradeiro de Voldemort é também aquele pelo qual esperamos por oito filmes: a luta entre Você-Sabe-Quem e o menino que sobreviveu. Depois da batalha sangrenta em Hogwarts, alguém precisava colocar um fim às maldades do Lorde das Trevas e ninguém melhor para fazer isso do que Harry Potter.


2. Minerva McGonagall x Severo Snape

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 (2011)

É comum vermos certa disputa entre os fãs de Harry Potter quando o assunto é qual o melhor professor de Hogwarts. Tanto McGonagall quanto Snape são bruxos experientes e habilidosos, e é lógico que a disputa entre eles figura entre as melhores de toda a saga. Para deixar a cena ainda melhor, os atores que interpretam os bruxos são dois dos maiores nomes do cinema britânico: Maggie Smith e Alan Rickman. Além disso tudo, a disputa também serve para McGonagall provar, mais uma vez, o carinho que sente por Harry.


1. Alvo Dumbledore x Voldemort

Harry Potter e a Ordem da Fênix (2007)

O melhor duelo da saga Harry Potter pertence, claro, a dois dos maiores bruxos da história: Alvo Dumbledore e Voldemort. Em nenhum outro filme da franquia podemos ver uma luta tão estilosa quanto esta. Se o diretor de Hogwarts usa sua habilidade para lançar feitiços elegantes e criativos, Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado coloca a sua experiência para disparar feitiços intimidantes e mortais. É a batalha que o mundo mágico sempre esperou.


 

Paris no cinema

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Ratatouille

Brad Bird, 2007

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Ratatouille é provavelmente o filme mais elegante que a Pixar já produziu. Ambientada em Paris, a animação é uma verdadeira homenagem à gastronomia e à Cidade Luz. Várias de suas cenas recriam o charme e a beleza das ruas e monumentos da capital francesa com perfeição, enquanto acompanham a emocionante jornada do aspirante a chef Remi.


Sinfonia de Paris

Vincent Minnelli, 1951

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Um dos grandes clássicos da era de ouro dos musicais hollywoodianos, Sinfonia de Paris acompanha o americano Jerry Mulligan, interpretado por Gene Kelly, pelas ruas da capital francesa. Por meio de inesquecíveis números de dança, que traduzem toda a paixão que Paris inspira, entendemos o romantismo e o estilo “bon vivant” dos habitantes da cidade.


O Fabuloso Destino de Amélie Poulin

Jean-Pierre Jeunet, 2001

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Amélie Poulin é uma moça charmosa, diferente e que consegue evidenciar a beleza presente nas coisas mais simples da vida. Nenhum lugar melhor para sua história do que Paris, uma cidade cheia de excentricidade e delicadeza, que permite à personagem conhecer e tocar a vida das pessoas de uma maneira emocionante.


Os Miseráveis

Tom Hooper, 2012

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Uma lista com filmes ambientados em Paris não poderia negligenciar um dos momentos mais importantes da história da cidade e de toda a civilização ocidental: as revoluções que acometeram a França ao longo do século XIX. Os Miseráveis, além de mostrar a face progressista e libertária do país, ainda narra uma emocionante jornada de amor, em suas mais diversas formas.


Moulin Rouge: Amor em Vermelho

Baz Luhrmann, 2001

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Moulin Rouge é provavelmente um dos filmes mais românticos já produzidos. Parte disso se deve à cidade na qual se passa: Paris. A boemia e o sentimentalismo franceses são essenciais para contar a história de amor vivida pela cortesã Satine e o escritor Christian. Com seu visual elegante e de tirar o fôlego, o musical mostra uma Paris vibrante, charmosa e diferente de qualquer outro lugar do mundo.


Meia Noite em Paris

Woody Allen, 2011

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O filme de Woody Allen é mais uma homenagem ao espírito artístico e imaginativo da capital francesa. Em seus passeios noturnos, a personagem de Owen Wilson encontra poetas, pintores e outras figuras ilustres que frequentaram Paris na década de 1920, um dos períodos mais ricos e influentes pelos quais a cidade já passou.


O Corcunda de Notre Dame

Gary Trousdale e Kirk Wise, 1996

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Além de Os Miseráveis, outro clássico literário de Victor Hugo que deu a Paris algumas de suas personagens mais icônicas é O Corcunda de Notre Dame. Sua versão cinematográfica mais conhecida, feita pela Disney em 1996, captura com perfeição o simbolismo e a magnitude da catedral francesa, mostrando a Paris de séculos atrás e todo o seu pluralismo.


A Invenção de Hugo Cabret

Martin Scorsese, 2011

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Uma homenagem ao cinema, que surgiu na França pelas mãos dos irmãos Lumière, A Invenção de Hugo Cabret é provavelmente o filme mais fantasioso de Martin Scorsese. Com uma história delicada e inocente, Paris é apresentada de forma sofisticada, fantástica e moderna.


88th Academy Awards

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DiCaprio recebe primeiro Oscar em uma das piores cerimônias dos últimos anos

O Dolby Theatre mais uma vez foi palco da cerimônia de entrega do Oscar, a mais importante premiação do cinema estadunidense, neste domingo (28). Mas o que o teatro presenciou no último fim de semana foi uma das festas mais desinteressantes dos últimos anos.

Das péssimas piadas de Chris Rock aos desastrosos erros cometidos pela produção do evento, apenas uma meia dúzia de momentos brilharam nas cerca de quatro horas de cerimônia.

Em mais um ano marcado pela falta de indicações a negros, Chris Rock não soube criticar a Academia com personalidade. Passou todo o evento fazendo piadas sobre o assunto e, mesmo que tenha começado bem, logo deixou evidente o tom apaziguador de suas críticas.

Quebrando o recente costume de programar grandes apresentações e homenagens durante a cerimônia, como ocorreu no ano em que Os Miseráveis apresentou uma de suas canções, a Academia optou por permitir que somente três dos cinco concorrentes a Canção Original se apresentassem. Além disso, fez propaganda de uma falsa homenagem aos 20 anos de Toy Story, que não passou de uma esquete em que Woody e Buzz anunciam o vencedor de Melhor Animação, Divertida Mente, também da Pixar.

Para piorar, os minions também ganharam a chance de apresentar uma das categorias.

Por outro lado, houveram momentos bastante significativos na premiação, mesmo que tenham sido poucos. O discurso de Leonardo DiCaprio após seu tão aguardado Oscar, a primeira vitória do gênio das trilhas sonoras Ennio Morricone e a apresentação da música Til It Happens To You por Lady Gaga foram emocionantes. A cantora, inclusive, roubou os holofotes da premiação pelo segundo ano consecutivo, em uma performance espetacular e que entrará para a história do Academy Awards.

Confira abaixo todos os vencedores e o que achamos de cada categoria.

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Melhor Filme
A Grande Aposta
Ponte dos Espiões
Brooklyn
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
O Regresso
O Quarto de Jack
Spotlight: Segredos Revelados


Spotlight chegou a ser o grande favorito para a principal premiação da noite, mas havia perdido muita força nos últimos dias. O Regresso parecia a escolha mais óbvia e, na opinião do Monolito, a mais fraca. Spotlight pode não ser um filme icônico, mas é ótimo e muito bem feito. Sem dúvida um dos melhores de 2015. Dos indicados, somente Mad Max seria uma escolha mais interessante. Por ser um filme de gênero (ação), sua vitória seria ousada e distanciaria a academia do rótulo de conservadora. Dos oito indicados, é quem tem mais chance de entrar para a história do cinema.

Faltaram: Carol (tanto pela qualidade quanto pela temática), Divertida Mente (é tão bom quanto qualquer outra animação já indicada a Melhor Filme) e Ex Machina (um filme independente e cheio de conteúdo).

Tom McCarthy, Michael Keaton


Melhor Diretor
Alejandro G. Iñárritu (O Regresso)
Tom McCarthy (Spotlight: Segredos Revelados)
George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria)
Adam McKay (A Grande Aposta)
Lenny Abrahamson (O Quarto de Jack)


Com sua vitória, Iñárritu ganha um lugar ao lado de John Ford e Joseph Makiewicz, os únicos diretores a vencer a categoria por dois anos seguidos. O trabalho do mexicano é de fato notável, mas o grande defeito de O Regresso é justamente seu ego, que atrapalha a trama do começo ao fim. George Miller, por retomar a saga de Mad Max de forma tão brilhante e pela genialidade de transformar um filme pautado na ação em um dos mais interessantes e bem avaliados do ano, merecia muito, mas muito mais.

Faltou: Ridley Scott, por Perdido em Marte (o pai de clássicos como Alien e Blade Runner nunca levou uma estatueta); Todd Haynes, por Carol (responsável por um dos filmes mais bonitos e originais do ano); J.J. Abrams, por Star Wars (ressuscitou uma das franquias mais adoradas do cinema de forma sublime).

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Melhor Ator
Bryan Cranston (Trumbo)
Matt Damon (Perdido em Marte)
Leonardo DiCaprio (O Regresso)
Michael Fassbender (Steve Jobs)
Eddie Redmayne (A Garota Dinamarquesa)


Já havia passado da hora de DiCaprio ganhar um Oscar, afinal, é sem dúvidas um dos melhores de sua geração. É uma pena, porém, que alguém com papeis tão melhores no currículo (Django, O Grande Gatsby, O Lobo de Wall Street, Prenda-me Se For Capaz…) ganhe a estatueta por um de seus trabalhos menos interessantes.

Faltou: Jacob Tremblay, por O Quarto de Jack (foi o melhor – e mais fofo – trabalho masculino de 2015, surpreendeu a todos e já está entre uma das melhores atuações mirins do cinema).

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Melhor Atriz
Cate Blanchett (Carol)
Brie Larson (O Quarto de Jack)
Jennifer Lawrence (Joy)
Charlotte Rampling (45 anos)
Saoirse Ronan (Brooklyn)


Brie Larson fez um trabalho impecável em O Quarto de Jack. Pode ser pouco conhecida, mas certamente entregará atuações excelentes nos próximos anos. É a melhor da categoria, ao lado da sempre maravilhosa Cate Blanchett.

Faltou: Charlize Theron, por Mad Max (além de roubar a cena do filme, fez uma interpretação tão icônica quanto a da própria Brie Larson e ainda liderou um ano cheio de atuações femininas fortes); Marion Cotillard, por Macbeth (Cotillard está sempre genial).

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Melhor Ator Coadjuvante
Christian Bale (A Grande Aposta)
Tom Hardy (O Regresso)
Mark Ruffalo (Spotlight: Segredos Revelados)
Mark Rylance (Ponte dos Espiões)
Sylvester Stallone (Creed)


Não deu para o Rocky Balboa. Mark Rylance era, disparado, o melhor de sua categoria. Fez um trabalho excepcional em Ponte dos Espiões. Ainda assim, merece ser citado Mark Ruffalo, outro grande ator que ainda não recebeu uma estatueta e que estava muito bem em Spotlight.

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Melhor Atriz Coadjuvante
Jennifer Jason Leigh (Os 8 Odiados)
Rooney Mara (Carol)
Rachel McAdams (Spotlight: Segredos Revelados)
Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)
Kate Winslet (Steve Jobs)


Categoria muito difícil. Alicia Vikander deveria ter sido indicada por Ex Machina, filme muito superior, em que faz um trabalho ainda melhor do que em A Garota Dinamarquesa. É uma pena, porém, não ver Rooney Mara premiada. A atriz combinou força e delicadeza em seu retrato de Therese, em Carol.

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Melhor Roteiro Adaptado
A Grande Aposta
Brooklyn
Carol
Perdido em Marte
O Quarto de Jack


A Grande Aposta tem um roteiro muito inteligente e bem elaborado, mas as adaptações de Carol e Perdido em Marte para as telas parecem funcionar melhor do que o filme sobre a crise econômica, que não consegue deixar de ser um tanto confuso.

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Melhor Roteiro Original
Ponte dos Espiões
Ex Machina
Divertida Mente
Spotlight: Segredos Revelados
Straight Outta Compton


Outra categoria complicada. Spotlight mereceu, porque o trabalho de pesquisa necessário para criar seu roteiro foi incrível. Por outro lado, Divertida Mente tem o mérito de deixar uma animação com um ar extremamente adulto e inteligente, enquanto Ex Machina é ótimo por sua originalidade.

Faltou: Youth, do italiano Paolo Sorrentino, vencedor de Melhor Filme Estrangeiro no ano retrasado. É uma história original, inteligente e poética, que deveria estar entre os cinco melhores do ano. Outro que faltou foi Os Oito Odiados, nessa categoria bastante conhecida por Quentin Tarantino.

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Melhor Canção Original
Earned It, The Weeknd (Cinquenta Tons de Cinza)
Manta Ray, J. Ralph & Antony (Racing Extinction)
Simple Song #3, Sumi Jo e Viktoria Mullova (Youth)
Writing’s On The Wall, Sam Smith (007 Contra Spectre)
Til It Happens to You, Lady Gaga e Diane Warren (The Hunting Ground)


Uma das surpresas da noite. Depois de ser massacrado por especialistas e críticos, Writing’s On The Wall roubou o Oscar de Til It Happens To You, que é de longe a melhor canção do cinema em 2015. Isso não só por qualidade, mas também pelo tema que aborda, que precisa de visibilidade com urgência.

Faltou: Love Me Like You Do, Cinquenta Tons de Cinza (com certeza a melhor música de um dos maiores pecados do cinema em 2015).

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Melhor Trilha Sonora
Ponte dos Espiões, Thomas Newman
Carol, Carter Burwell
Os 8 Odiados, Ennio Morricone
Sicario, Jóhann Jóhannsson
Star Wars: O Despertar da Força, John Williams


Justiça foi feita na noite de domingo. Não por causa de DiCaprio, mas de Ennio Morricone, que aos 87 anos e depois de algumas das melhores trilhas do cinema, só tinha um Oscar honorário – ou de consolação. Agora, ele finalmente tem um de seus trabalhos apreciados como melhor do ano. Vale lembrar que Carter Burwell teve uma sensibilidade ímpar ao compor a trilha de Carol.

Faltou: Fernando Velázquez, por Colina Escarlate.

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Melhor Animação
Anomalisa
O Menino e o Mundo
Divertida Mente
Shaun, o Carneiro
As Memórias de Marnie


O Menino e o Mundo é ótimo, o único que merecia tanto quanto Divertida Mente por sua estética graciosa e única. Mas Divertida Mente já é um clássico.

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Melhores Efeitos Visuais
Ex Machina
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
O Regresso
Star Wars: O Despertar da Força


Os efeitos de Ex Machina são realmente bons, mas depois de tantas vitórias dos computadores, seria ótimo ver Mad Max ou Star Wars levarem uma estatueta por seus efeitos práticos (aqueles que não são criados digitalmente). Mas a vitória da ficção científica é ótima porque Ex Machina é um filme independente, de baixo orçamento, mas que venceu quatro gigantes na categoria dos blockbusters.

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Melhor Fotografia
Carol
Os Oito Odiados
Mad Max: Estrada da Fúria
O Regresso
Sicario


Emmanuel Lubezki venceu seu terceiro Oscar consecutivo – e merecidamente. Além de esteticamente maravilhoso, O Regresso foi filmado somente com luzes naturais, um verdadeiro desafio que somente alguém tão bom quanto o mexicano faria com tanta maestria. Por outro lado, a fotografia de Carol, com seus tons envelhecidos, é diferente de qualquer outra lançada no ano e é capaz de inserir o espectador no romance de época.

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Melhor Design de Produção
Ponte dos Espiões
A Garota Dinamarquesa
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
O Regresso


Criar o universo de Mad Max não é fácil. Requer inteligência para a história e criatividade para o visual. Os carros e ambientes do filme de ação são únicos, super elaborados e merecem a estatueta.

Faltou: A Colina Escarlate, Cinderela e Star Wars.

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Melhor Figurino
Carol
Cinderela
A Garota Dinamarquesa
Mad Max: Estrada da Fúria
O Regresso


Mais uma categoria difícil. Os figurinos de Mad Max têm o mérito de serem originais e fugirem do padrão “sofisticado” dos vencedores usuais da categoria. Mas somente Sandy Powell conseguiria alcançar o nível artístico visto nas roupas de Cinderela, que combina trajes de época com fantasia. O vestido verde da madrasta merecia um Oscar só para ele.

Faltou: A Colina Escarlate (menosprezado por ser um filme de “terror”) e Brooklyn (que apesar da simplicidade conta com os figurinos para mostrar as transformações de sua personagem principal).

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Melhor Documentário
Amy
Cartel Land
The Look of Silence
What Happened, Miss Simone?
Winter on Fire: Ukraine’s Fight for Freedom


A categoria de documentário estava forte esse ano. Amy e The Look of Silence são muito melhores que seus concorrentes, mas Miss Simone e Winter on Fire são extremamente reflexivos e inspiradores. Cartel Land é o único que destoa.

Faltou: The Hunting Ground.

Amy Winehouse


Melhor Cabelo e Maquiagem
Mad Max: Estrada da Fúria
The 100-Year-Old Man Who Climbed Out The Window and Disappeared
O Regresso

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Melhor Mixagem de Som
Ponte dos Espiões
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
O Regresso
Star Wars: O Despertar da Força


Melhor Edição de Som
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
O Regresso
Sicario
Star Wars: O Despertar da Força


Melhor Montagem
A Grande Aposta
Mad Max: Estrada da Fúria
O Regresso
Spotlight: Segredos Revelados
Star Wars: O Despertar da Força


Melhor Filme Estrangeiro
O Abraço da Serpente (Colômbia)
Cinco Graças (França)
O Filho de Saul (Hungria)
O Lobo do Deserto (Jordânia)
Guerra (Dinamarca)

Faltou: Que Horas Ela Volta?


Melhor Documentário de Curta-Metragem
Body Team 12
Chau, Beyond the Lines
Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah
A Girl in the River: The Price of Forgiveness
Last Day of Freedom


Melhor Curta de Live Action
Ave Maria
Day one
Everything Will Be Okay (Alles Wird Gut)
Shok
Stutterer


Melhor Curta de Animação
Bear Story

Prologue
Sanjay’s Super Team
We Can’t Live Without Cosmos
World of Tomorrow


Para finalizar, Cate Blanchett, indicada a Melhor Atriz, arrasando corações (como sempre).

 

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O cinema em 2015

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2015 foi o ano dos grandes estúdios de Hollywood encherem os bolsos. Das 10 maiores bilheterias da história, sem os ajustes da inflação, 4 são de filmes lançados em 2015. Nessa verdadeira chuva de dinheiro que se tornou o ano, fica difícil definir um campeão.

Voltar ao passado foi uma estratégia que deu certo em 2015. As prováveis duas maiores bilheterias do ano são retomadas de histórias que marcaram toda uma geração. Enquanto O Despertar da Força era uma aposta sem riscos para a Disney, Jurassic World surpreendeu até mesmo os produtores da Universal.

No fim, são esses dois estúdios os que mais podem rir com a chegada das festas de final de ano. Além dos dinossauros, a Universal viu seu lucro se multiplicar graças a Velozes e Furiosos, Minions e, quem diria, até mesmo A Escolha Perfeita 2.

Enquanto isso, disputa a coroa a Disney, que além dos Jedi ainda contou com a ajuda do aclamado Divertida Mente, de Cinderela e da turma dos Vingadores – Era de Ultron. Nem mesmo o fiasco que foi Tomorrowland estragou o 2015 de Mickey Mouse. E, cá para nós, a ficção científica não merecia ser tratada com tanto desprezo.

Além dos novos sucessos, velhos clássicos chegaram em 2015 em ótima forma, como é o caso de Toy Story. Completando 20 anos, a história de Woody e Buzz continua tão encantadora quanto em 1995.

E, ainda mais importante, 2015 foi o ano em que Marty McFly finalmente chegou ao futuro. Pudemos ver que o nosso século XXI deixou muito a desejar, se comparado àquele imaginado por Robert Zemeckis e Bob Gale. Mesmo assim, os cineastas acertaram algumas de suas previsões, fazendo jus ao clássico ditado: a vida imita a arte.

Muitos dos sucessos de crítica do ano ainda estão para chegar no Brasil. Agora é hora de esperar os prováveis concorrentes ao Oscar e roer as unhas de ansiedade por X-Men: Apocalipse, Animais Fantásticos e Onde Habitam e Procurando Dory, que prometem fazer de 2016 um ano tão bom quanto 2015.

Confira um ranking dos filmes lançados em 2015 neste link. E, como não podia faltar, veja algumas sugestões de presentes de Natal que os principais lançamentos de 2015 deixaram:


Ingressos para o Jurassic World

Jurassic World

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Todo mundo já aprendeu que construir parques com dinossauros não é uma boa ideia. Mas, mesmo tendo virado palco de uma matança, o Jurassic World continua incrível. Quem não gostaria de visitar um lugar repleto de espécies já extintas? Você ainda pode comprar alguns souvenirs para complementar o presente, como uma pelúcia do Indominus Rex ou um salto alto indestrutível…


Pin de Tomorrowland

Tomorrowland

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Outro cenário dos filmes de 2015 que seria incrível conhecer é Tomorrowland. No filme, Casey misteriosamente ganha um pin que a leva para uma cidade futurística, repleta de tecnologias de tirar o fôlego. Um presente desses não seria nada mau, desde que agentes com licença para matar não venham atrás de você por causa disso.


Mudança no visual

Cinderela

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Chega fim de ano e você precisa se preocupar com o look para o Natal e depois com a roupa branca para o Ano Novo. Sem dúvida um ótimo presente para ganhar é um banho de loja. A Fada Madrinha nem precisa vir junto, só o guarda roupa novo já é suficiente para deixar qualquer um arrasando nas festas, assim como a Cinderela.


Sabre de luz

Star Wars: O Despertar da Força

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Os sabres de luz são alguns dos objetos mais icônicos do cinema. Assim como Rey, protagonista de O Despertar da Força, muita gente vai ganhar um desses no Natal esse ano. Eles nem precisam ser de verdade. Do jeito que os Jedi são populares, um sabre de plástico já é garantia de sorriso em muito marmanjo por aí.


Batatas

Perdido em Marte

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Você pode substituir o peru de Natal por… batatas. Para Mark Watney, essa era a única opção que ele teria para a ceia. E para todos os dias que viriam depois. Sozinho em Marte, o personagem é obrigado a se alimentar somente de batatas por meses, o que pode te inspirar a incrementar o alimento no seu banquete de Natal.


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Boas festas e um 2016 cheio de ótimos filmes!

A Esperança – O Final

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Saga de Katniss chega ao fim sem deixar a atualidade e o tom político para trás

Por Leonardo Sanchez
TÍTULO ORIGINAL: The Hunger Games: Mockingjay – Part 2
DIREÇÃO: Francis Lawrence
DURAÇÃO: 137min
GÊNERO: Aventura, Ficção
PAÍS: Estados Unidos
ANO: 2015
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Quando a saga literária de Suzanne Collins resolveu que era hora de migrar para as telas, precisou convencer Hollywood que colocar crianças em uma arena para morrer não era uma ideia tão ruim. Katniss Everdeen teve, então, que se contentar com a Lionsgate, estúdio bem menor que a Warner Bros de Harry Potter, para chegar aos cinemas. Hoje, com uma bilheteria de mais de US$ 2,5 bilhões para os três primeiros filmes, a franquia Jogos Vorazes se tornou a “queridinha” do estúdio, e nem por isso abandonou a inteligência das páginas de Collins.

A Esperança – O Final começa exatamente onde seu antecessor termina. Para quem não se lembra, após ir para a arena dos Jogos Vorazes duas vezes, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) é resgatada pelo Distrito 13, onde rebeldes querem depor o Presidente Snow (Donald Sutherland), que controla a fictícia Panem com truculência e desigualdade. Lá, ela se torna a líder da revolução, mas não deixa de se preocupar com a segurança de sua família e de Peeta (Josh Hutcherson), o companheiro que foi sequestrado pela Capital.

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Na primeira parte de Esperança, Peeta é resgatado, mas acaba se tornando uma máquina feita para matar Katniss. Dessa forma, o “tordo” precisa ir para o campo de batalha, junto com Gale (Liam Hemsworth) e a “aliança rebelde”, para se vingar de Snow e colocar um fim à sua tirania.

Prometendo um desfecho épico, com direito a uma guerra – algo que parece ser unanimidade entre as adaptações literárias dos últimos anos (Harry Potter, Crepúsculo e Senhor dos Anéis estão aí para provar isso) -, Esperança mantém o tom político que está presente desde o começo da franquia, mas que ganhou vigor em sua Parte 1.

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Esta característica, que é a principal razão para que Jogos Vorazes destoe do vazio de outras obras “adolescentes” (como é o caso de Cidades de Papel ou, novamente, Crepúsculo) faz com que a heroína Katniss denuncie, ao longo de sua jornada, os horrores da tirania, da opressão e da desigualdade. O discurso anti-belicista serve como crítica não somente à ficção, mas à própria realidade que vivemos hoje, na qual discursos de violência e intolerância se tornam cada vez mais cotidianos.

Mas o grande trunfo da obra é questionar quem, em meio ao caos que tomou conta de Panem, é verdadeiramente o vilão. Se de um lado Snow representa uma sociedade abusiva e fútil, de outro temos a Presidente Alma Coin (Julianne Moore), com fome de poder e tão radical quanto seu inimigo. O filme deixa claro, desde o princípio, que o maniqueísmo corrompe qualquer sistema, que é preciso achar um meio termo entre Capital e Distrito 13, ou até mesmo entre direita e esquerda.

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As cenas de ação de Esperança são boas, deixam o público, mais uma vez, tenso e, em meio aos momentos de agitação, encontra brechas para propor discussões inteligentes ou para focar em aspectos mais emotivos da trama. Mas esse, talvez, seja o grande problema do capítulo final de Jogos Vorazes.

Francis Lawrence pareceu segurar as rédeas do “drama adolescente” nos últimos dois filmes. Mas, justo no encerramento, acaba pesando a mão em alguns dos momentos do triângulo formado por Katniss, Peeta e Gale. Há um claro desconforto nas cenas em que os protagonistas insistem em falar sobre sua vida amorosa, que não parece se encaixar no contexto de guerra e morte que toma conta da trama. É frustrante ver a inteligente e heróica história de Katniss reduzida ao sentimentalismo.

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Mesmo assim, o filme sempre acaba voltando para a cruel realidade na qual se passa e não abandona os questionamentos que levanta ao longo do roteiro.

Outro destaque, como sempre, é o elenco. Da determinação de Jennifer Lawrence ao sadismo de Donald Sutherland, passando pela ironia de Jena Malone (Johanna), a tirania disfarçada de Julianne Moore, a amabilidade de Sam Claflin (Finnick) e pelo carisma de Nathalia Dormer (Cressida) – que fez de um pequeno papel literário uma oportunidade para brilhar – as estrelas de Jogos Vorazes são responsáveis por criar um vínculo forte entre a trama e o público.

Die Tribute von Panem - Mockingjay Teil 2E, mesmo que com tempo de tela reduzido, vale ressaltar os ótimos trabalhos de Elizabeth Banks (Effie), Woody Harrelson (Haymitch) e do falecido Philip Seymour Hoffman (Plutarch) ao longo de toda a saga.

Com ação, drama e uma bela mensagem, chega ao fim uma das franquias “jovens” mais inteligentes do cinema. E, mesmo que sua cena final não seja tão aberta a discussões quanto deveria, em seus últimos minutos, a saga termina com poesia em meio à dor dos Jogos Vorazes. A mensagem de esperança do filme é forte e bonita, mesmo que sua visão não seja sempre otimista. Que a sorte esteja sempre a seu favor.