Star Trek: Sem Fronteiras

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Saga intergalática perde J.J. Abrams, mas não o brilho

Por Leonardo Sanchez
TÍTULO: Star Trek Beyond
DIREÇÃO: Justin Lin
DURAÇÃO: 122min
GÊNERO: Aventura, Ficção Científica
PAÍS: EUA
ANO: 2016
4

J.J. Abrams já pode ser considerado um dos principais nomes da ficção científica atual. Seu incrível trabalho em Star Trek e Além da Escuridão: Star Trek permitiram que o americano ganhasse a honra – e a difícil tarefa – de reviver a franquia Star Wars nos cinemas. O Despertar da Força foi um sucesso, mas fez com que Abrams deixasse a direção da saga de Kirk e Spock.

Sem Fronteiras é dirigido por Justin Lin, conhecido por Velozes e Furiosos. Com a franquia no currículo, é difícil imaginar que o terceiro filme da retomada de Jornada nas Estrelas poderia se aproximar de seus antecessores – tanto em termos de qualidade quanto em criatividade. Mas Justin Lin faz um ótimo trabalho, além de dar um novo tom à saga intergalática.

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Ao tentar ajudar a tripulação de uma outra nave, os membros da USS Enterprise são atraídos para uma armadilha e acabam caindo em um planeta governado por uma espécie hostil, que quer destruir a Federação. Para impedir seus planos, Capitão Kirk (Chris Pine) e Spock (Zachary Quinto) precisam se unir a Jaylah (Sofia Boutella), que há anos vive escondida no planeta.

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Star Trek: Sem Fronteiras segue um rumo completamente diferente de seus antecessores. Enquanto os filmes dirigidos por J.J. Abrams dão atenção ao papel da USS Enterprise nas missões de Kirk, Justin Lin começa seu longa explodindo a icônica nave. Assim, de uma hora para outra, os trekkers vêem o principal símbolo da franquia sendo destruído, no melhor estilo Titanic. Ao fazer isso, Lin abre espaço para novas possibilidades para a saga.

Ao invés de focar em tecnologia e nas perseguições espaciais, Sem Fronteiras joga seus personagens no solo e, a partir daí, precisa reinventar seus heróis. Essa escolha pode acabar frustrando os fãs mais fiéis, mas abre um leque de possibilidades que inclui Kirk usando uma moto para libertar prisioneiros e cenas de ação dignas de filmes de espionagem.

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É justamente no imprevisível que o filme se apoia e, mesmo que seu roteiro não seja dos mais complexos, Sem Fronteiras conta com momentos suficientemente tensos e emocionantes para prender a atenção do público. Um dos pontos altos é uma discreta homenagem a Leonard Nimoy, intérprete original de Spock, morto em fevereiro de 2015 aos 83 anos. O ator havia aparecido nos dois antecessores de Sem Fronteiras.

O terceiro capítulo da retomada de Star Trek nos cinemas ainda tem a seu favor o incrível elenco reunido em 2009 por J.J. Abrams. Zachary Quinto, Chris Pine, Zoe Saldana, Karl Urban, Simon Pegg e Anton Yelchin – morto em um trágico acidente em junho – continuam ótimos e carismáticos em seus papeis, enquanto Sofia Boutella encarna uma Jaylah poderosa e interessante.

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Sem Fronteiras pode não se igualar a Star Trek (2009) e Além da Escuridão (2013), mas é suficientemente bom para comemorar os 50 anos da franquia, em setembro deste ano. Se o filme perde por ter uma história relativamente rasa, ganha por bons momentos espalhados pela trama, que juntam com maestria o bom humor e o encantamento característicos da saga. Só podemos desejar que Star Trek continue tendo uma vida longa e próspera nos cinemas.


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2 comentários sobre “Star Trek: Sem Fronteiras

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