Deadpool

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Filme vai na contramão do humor familiar e “certinho” da Marvel

Por Leonardo Sanchez
TÍTULO ORIGINAL: Deadpool
DIREÇÃO: Tim Miller
DURAÇÃO: 108min
GÊNERO: Comédia, Ação
PAÍS: EUA, Canadá
ANO: 2016
3

Quando a Marvel estava mal das perna há alguns anos, precisou vender os direitos de alguns de seus principais heróis para outros estúdios de Hollywood. É por isso que, enquanto o pessoal da iniciativa Vingadores têm seus filmes produzidos pela Disney, Homem Aranha e os X-Men são lançados pela Sony e a Fox. Com isso, acabam havendo diferenças na abordagem que cada herói recebe nas telas. Mas para algumas pessoas, essas diferenças só conseguiram ser notadas com o lançamento de Deadpool pela Fox, em um filme que recebeu classificação para maiores de 18 anos nos Estados Unidos. Politicamente incorreto, o longa vai na contramão do humor familiar adotado pela Marvel em seus anos mais recentes.

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Após ser diagnosticado com um câncer terminal, Wade (Ryan Reynolds) é selecionado para participar de uma série de experimentos que têm como objetivo despertar genes mutantes em pessoas comuns. Depois de várias sessões de tortura, Wade adquire a capacidade da regeneração e embarca em uma jornada em busca de vingança.

Os primeiros segundos de Deadpool já denunciam que ele será completamente diferente de qualquer outro filme de herói. Seus créditos de abertura, sozinhos, já valem o ingresso e deixam o público pronto para gargalhar do começo ao fim. De forma divertida e inesperada, a abertura tira sarro dos clichês desse subgênero, mas deixa claro que a trama de Deadpool não será das mais originais.

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A grande sacada está na maneira de contar a história. Por mais previsível que ela seja, o tom sarcástico distancia Deadpool de qualquer filme de herói já feito. De maneira inteligente, o personagem do título interage com o público e todo o universo exterior a seu próprio filme, fazendo pausas nas cenas de ação para também deixa-las engraçadas.

Em um dos pontos altos do longa, Deadpool brinca com as diferentes linhas temporais dos filmes dos X-Men, questionando se o atual diretor da escola de mutantes da saga é Patrick Stewart ou James McAvoy, ambos atores que viveram o Professor Xavier na franquia. Essas são as melhores piadas de Deadpool, que surgem de maneira espontânea e interagem com o público de forma divertidíssima.

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Talvez o único grande problema do longa seja justamente sua opção por seguir os clichês de seu gênero. Com exceção das sacadas de humor, a trama segue uma linha de eventos óbvia e sem originalidade. Tudo acontece no momento e da maneira que esperamos e inclui o já cansativo resgate da “donzela em apuros”.

Sofre também por focar exageradamente no herói. As outras personagens são completamente rasas, desde a namorada de Deadpool até seu rival. Seus parceiros mutantes Colossus e  Míssil Adolescente Megassônico também são pouco aproveitados e servem apenas como – mais um – alívio cômico em meio às cenas de luta e violência do filme.

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No geral, Deadpool é uma ótima comédia. Não há piada que não faça o público rir e o estilo politicamente incorreto do herói é um balde de água fria no jeitão certinho – e cansativo – de Capitão América, outro personagem dos quadrinhos que ganhará um filme em 2016. Com a abordagem mais adulta de Deadpool, a Fox abre uma nova porta para os filmes de heróis, que agora podem fugir do gênero familiar sem medo, graças ao rápido e inesperado sucesso do filme nas bilheterias.


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