O Bom Dinossauro

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Novo filme da Pixar emociona, mas fica atrás de Divertida Mente

Por Leonardo Sanchez
TÍTULO ORIGINAL: The Good Dinosaur
DIREÇÃO: Peter Sohn
DURAÇÃO: 93min
GÊNERO: Família
PAÍS: EUA
ANO: 2015
3

Pela primeira vez em sua história, a Pixar lança mais de um filme no mesmo ano. Depois de deixar público e crítica de boca aberta com o emocionante Divertida Mente, o braço da Disney estreia O Bom Dinossauro, um projeto um tanto problemático e que só chegou em terras brasileiras em 2016.

Com trocas na equipe e mudanças na data de lançamento, a animação jurássica tinha tudo para se tornar uma bomba nas mãos do estúdio. Mas o resultado final é um relato que ecoa a beleza e a força da maioria dos filmes da companhia.

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Em um passado alternativo, o meteoro que matou os dinossauros há milhões de anos desvia da Terra. Com o passar do tempo, os gigantes ficam inteligentes e começam a se comportar como humanos, assim como Arlo. Certo dia, o jovem dinossauro se perde de casa e precisa se unir ao garoto Spot, um antigo desafeto, para voltar para sua família.

Talvez o maior destaque de O Bom Dinossauro não esteja em sua história ou nas personagens, mas na tecnologia. Com um visual de tirar o fôlego, os cenários da animação são bastante reais. Há detalhe e cuidado em cada figura presente na tela. Enquanto isso, os dinossauros e humanos foram desenhados de maneira caricata e infantil. Desse jeito, O Bom Dinossauro assume uma forma divertida e ao mesmo tempo realista.

THE GOOD DINOSAUR

Um problema no filme é que demoramos para gostar de Arlo. Tudo bem, ele é só uma criança, tem seus medos e manias, mas sua personalidade é um tanto irritante nos primeiros minutos da história.

Aos poucos, o dinossauro fica mais simpático e logo se aproxima do carisma de Spot. Seu companheiro humano, por sua vez, é divertido e talvez por seu jeito de “animal de estimação” chame mais atenção que o protagonista.

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Não há nada de novo na história. Duas personagens antagônicas, que não se gostam, embarcam em uma jornada de descobrimento próprio. É impossível, por exemplo, não lembrarmos de Irmão Urso, da Disney, durante O Bom Dinossauro. Mesmo assim, a narrativa é construída de forma interessante e prende a atenção sem dificuldade.

O estilo da narrativa, inclusive, lembra os filmes de velho oeste. As passagens de “descoberta” da natureza e de “retorno” às origens aproximam a animação do estilo faroeste e, graças à excelente trilha sonora, o senso de aventura não se ausenta em momento algum.

THE GOOD DINOSAUR

Quanto à face mais emotiva da trama, temos aqui um filme muito bonito, que reflete sobre nossos valores e, como não poderia faltar em um filme da Pixar, a importância da família e das amizades. As sequências relacionadas a esses temas são bem construídas e delicadas, sendo garantia de lágrimas para muita gente, como aconteceu no antecessor Divertida Mente.

O Bom Dinossauro não chega perto da originalidade e do brilhantismo da animação sobre Tristeza e Alegria ou de outras obras primas da Pixar, mas é sem dúvidas um ótimo filme. Diverte bastante e ainda carrega mensagens bonitas em toda a sua trama. E claro, tem um visual arrebatador.


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