Star Wars: O Despertar da Força

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Os Jedi retornam ao cinema com o mesmo encantamento da trilogia original

Por Leonardo Sanchez
TÍTULO ORIGINAL: Star Wars: The Force Awakens
DIREÇÃO: J.J. Abrams
DURAÇÃO: 135min
GÊNERO: Ficção, Aventura
PAÍS: EUA
ANO: 2015
5

Star Wars provocou nos cinemas ao redor do mundo algo não visto desde o lançamento do último Harry Potter. Talvez nunca visto em toda a história da sétima arte. A espera frenética que tomou conta dos fãs – e criou novos – desde o anúncio do Episódio VII fez com que O Despertar da Força fosse o filme mais aguardado de 2015, ano com fim de Jogos Vorazes e novo Vingadores.

Com promessas de se firmar entre as três maiores bilheterias mundiais de todos os tempos, junto com Avatar e Titanic, o sétimo capítulo da saga intergaláctica volta às origens em grande estilo e deixa para trás o melodrama da trilogia mais recente. A direção de J.J. Abrams fez bem à franquia, que volta às telas com ação, aventura, comédia, drama e todos os sentimentos já provocados em 1977.

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Três décadas após derrotar o Império, em O Retorno do Jedi, a Aliança Rebelde está de volta, dessa vez apelidada de Resistência. Enquanto o lado negro da Força tenta retomar o poder por meio da Primeira Ordem, liderada por Snoke (Andy Serkins), Kylo Ren (Adam Driver) e General Hux (Domhall Gleeson), o stormtrooper Finn (John Boyega) deserta e foge para o planeta Jakku, com a ajuda do piloto Poe Dameron (Oscar Isaac).

Lá ele se junta à catadora de lixo Rey (Daisy Ridley) e ao droide BB-8, que precisa retornar para as mãos da General Leia (Carrie Fisher) com a ajuda de Han Solo (Harrison Ford) e, claro, de Chewbacca (Peter Mayhew).

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Os calafrios começam, como não podia ser diferente, nos primeiros segundos, quando a icônica introdução de Star Wars aparece na tela, acompanhada pelos acordes do gênio John Williams. Com bastante ação, somos apresentados ao caos que novamente tomou conta de galáxia – ou nunca deixou de existir. O estilo aventuresco próprio da trilogia original se faz presente a todo momento e um misto de tensão e nostalgia toma conta da plateia com facilidade.

J.J. Abrams não desaponta e dirige O Despertar da Força de maneira ao mesmo tempo ousada e respeitosa. Vemos um novo trio de mocinhos extremamente carismáticos, encarnados por Rey, cheia de personalidade, pelo divertido Finn e o heróico Poe Dameron.

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A liderança e a atenção que Rey recebe são essenciais para situar Star Wars no século XXI, em meio ao movimento de empoderamento feminino que cada vez mais toma conta do cinema.

Além disso, a velha disputa entre jedis e o lado negro da Força continua tão inteligente e bem trabalhada quanto no passado. O mérito disso é, em grande parte, do vilão Kylo Ren.

Talvez o personagem mais interessante do sétimo episódio, Ren ainda precisa ser dissecado nos filmes que estão por vir, mas sua malevolência, combinada à ótima atuação de Adam Driver, dão sustância à trama e mostram que ainda há muito para ser explorado nesse universo intergaláctico.

Star Wars surpreende mais uma vez pelo visual. Dos figurinos aos planetas, tudo é esteticamente bonito, bem feito. Também na parte técnica, não poderia faltar uma menção à exuberante trilha sonora de John Williams, capaz de provocar os mais variados sentimentos na menor fração de segundo.

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O Despertar da Força pode até parecer ter requentado alguns aspectos da trilogia original. Enquanto o mistério em torno de sua campanha de lançamento deixou os fãs com inúmeras perguntas sobre o novo trio de filmes, o roteiro do Episódio VII serve muito mais para gerar novas dúvidas do que solucionar as que já foram levantadas.

De forma geral, O Despertar da Força mais estabelece o tom para os próximos filmes do que acalma os ânimos dos fãs. Mas faz isso com maestria, reproduzindo todas as qualidades que imortalizaram Star Wars há mais de três décadas. Além disso, fica nítido que, além do interesse financeiro por trás da retomada da franquia, as pessoas que participaram da produção do longa fizeram seu trabalho com amor e dedicação. É seguro dizer que enfim a Força despertou.


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6 comentários sobre “Star Wars: O Despertar da Força

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