Sebastião Salgado inaugura 4ª Mostra de Cinema Ambiental

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Por Leonardo Sanchez

Aconteceu na última quarta-feira (18) a abertura da 4ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. O evento, que ocorreu na Reserva Cultural da Avenida Paulista, foi voltado para a imprensa e para convidados e contou com a exibição de O Sal da Terra, que concorreu ao Oscar de Melhor Documentário esse ano.

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Foto: Leonardo Sanchez

A cinebiografia é centrada na vida e obra do fotógrafo Sebastião Salgado, que esteve presente no evento. Coprodução francesa, brasileira e italiana, o longa tem na direção Wim Wenders (Pina, Buena Vista Social Club) e o próprio filho de Sebastião, Juliano Salgado, que esteve ao lado do pai durante a inauguração da Mostra.

A noite começou com a chegada da família Salgado. O diretor Juliano foi o único a dar entrevistas, enquanto o resto de sua família se dirigiu para a sala onde mais tarde O Sal da Terra seria exibido. Ao ser questionado sobre a origem de seu projeto, que é majoritariamente francês, o cineasta justificou que a cinebiografia contou com metade dos investimentos vindos do Brasil, mas, por questões burocráticas e por falta de tempo, a obra não conseguiu o selo que a qualificaria como produção brasileira, deixando o crédito para a França.

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A família Salgado se reúne na entrada da Reserva Cultural, na Avenida Paulista. Foto: Leonardo Sanchez.

Sobre a relação com seu pai, o fotógrafo Sebastião, Juliano disse que, apesar de “conhecer muito bem aquela história (do seu pai)”, ele pode descobrir muitas coisas novas sobre o “Tião” pelo olhar do diretor Wim Wenders. “Ele passou muita coisa para mim. O quanto o Tião tinha sofrido, quanto ele aprendeu, quanto tempo ele teve para passar todas aquelas experiências lindas que viveu”. A relação entre pai e filho, segundo Juliano, foi difícil, devido à profissão de Sebastião. Para o diretor, porém, a relação ficou mais forte após trabalharem juntos nesse projeto. “Isso (o filme O Sal da Terra) me tocou muito. Quando a gente se encontrou eu tinha aceitado ele muito melhor e de repente nós éramos amigos”.

Ao Monolito, Juliano contou o que sentiu na cerimônia do Academy Awards, onde concorreu ao Oscar pelo trabalho em O Sal da Terra. “É um medo horrível”, brincou.

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Juliano Salgado, diretor de O Sal da Terra, fala com a imprensa na abertura da Mostra Ecofalante. Foto: Leonardo Sanchez)

A noite contou com uma breve introdução ao documentário e à Mostra. O primeiro a pegar o microfone foi o vereador Gilberto Natalini, do Partido Verde, um dos principais apoiadores da Ecofalante. Em seguida, representantes da recém criada SPCine e do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, manifestaram a importância dos temas contemplados pelo cinema ambiental.

Sem dizer muitas palavras, alguns membros da família Salgado agradeceram a presença do público e desejaram uma ótima noite. Juliano ironizou a situação na qual estava: “Eu acho que um diretor nunca deve falar antes do filme. Boa projeção!”, dando início à exibição de O Sal da Terra. Após a película, os presentes foram convidados para um coquetel.

A cinebiografia de Sebastião Salgado chega aos cinemas brasileiros no próximo dia 26. A programação da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental se estende até o dia 29 de março e conta com mais de 60 filmes em seu catálogo. Todos eles têm entrada gratuita e podem ser vistos na Reserva Cultural, no Caixa Belas Artes, no Centro Cultural São Paulo, no Cine Olido e na Cinemateca Brasileira. A programação completa você confere no site oficial da Mostra.


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