10 bons pais do cinema

Padrão

10. Gepeto (Christian Rub)

Pinóquio, 1940

Gepeto, um homem já idoso e que compartilha sua vida apenas com o gato Figaro e a peixinha Cléo, cria uma marionete, que batiza de Pinóquio. A peça de madeira ganha vida e o italiano a adota como seu filho, mesmo este não sendo humano. A partir daí, uma relação afetuosa floresce entre os dois. Sempre em busca de aventuras, Pinóquio acaba sendo vítima de inúmeras farsas e acidentes, o que faz com que Gepeto largue sua rotina para salvar o filho. Ao ser engolido por uma baleia em busca do garoto, o artesão prova que o amor que sente por ele é imensurável: Pinóquio é definitivamente sua razão de viver. É justamente esse amor que compartilham que faz com que a marionete realize seu sonho de se tornar “um menino de verdade”.


9. Maurice (Rex Everhart)

A Bela e a Fera, 1991

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Em A Bela e a Fera, o amor entre pai e filha está presente do começo ao fim. Maurice,  que tem grande afeto por Bela, demonstra estar sempre preocupado com a filha, que, mais tarde, precisa resgatá-lo das temíveis garras da Fera. Após permutar sua liberdade pela do pai, ato que demonstra o forte elo entre os dois, Bela é presa em um castelo afastado do vilarejo onde mora, fazendo com que Maurice encare sozinho o frio e os outros perigos do caminho até o cativeiro da personagem. Além disso, o inventor, ao procurar ajuda para o resgate de Bela, coloca em risco sua sanidade, ao anunciar a existência de “uma fera monstruosa e horrível”.


8. Michael Sullivan (Tom Hanks)

Estrada Para Perdição, 2002

Michael Sullivan, sempre tão frio e rigoroso com seus filhos Mike e Peter, tem sua vida completamente mudada quando seu primogênito descobre que ele trabalha em uma máfia, assassinando pessoas. A partir daí, seus empregadores fazem de tudo para matar e consequentemente calar Mike e Michael, que, juntos, precisam fugir de sua antiga vida. Aos poucos, a frieza do pai dá espaço para uma relação de carinho e apoio mútuo com seu filho, cuja proteção passa a ser primordial.


7. Capitão Von Trapp (Christopher Plummer)

A Noviça Rebelde, 1965 

A frieza e a disciplina da relação do militar Von Trapp com seus sete filhos, na iminência da Segunda Guerra Mundial, é responsável por causar a infelicidade e rebeldia das crianças austríacas, que com a chegada da religiosa Maria são apresentadas à diversão. O grande enfoque de A Noviça Rebelde, porém, não é a mudança que ocorre com as crianças, mas com o pai, Capitão Von Trapp, que deixa a rigidez em troca de um convívio terno e alegre, provando amar de forma profunda os filhos e também Maria.


6. Jackie Elliot (Gary Lewis)

Billy Elliot, 2000 

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Em primeiro momento, Jackie Elliot é um tipo paternal problemático e intolerante. Se opondo à decisão de Billy de fazer aulas de dança, o machismo e conservadorismo de Jackie são tão fortes que sobrepõem o companheirismo que deveria existir entre pai e filho. Billy, porém, não desiste de seu pai e, quando finalmente o convence de seu talento e vocação, Jackie deixa seus preconceitos de lado e percebe que seu maior desejo é a felicidade de seu filho, passando por cima de suas convicções retrógradas e até mesmo da greve da qual participava a favor do sonho de Billy.


5. Mufasa (James Earl Jones)

O Rei Leão, 1994

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Mufasa representa para Simba muito mais que uma imagem paternal. Os dois leões são verdadeiros companheiros e o aspirante a rei tem em seu pai um ponto de apoio, onde encontra não somente carinho, mas também conselhos que mais tarde o prepararão para sua vida adulta e todas as dificuldades impostas pela trama da Disney. A ligação entre pai e filho é tão forte que se faz presente até mesmo de forma imaterial, confortando Simba nos momentos de adversidade.


4. Edward Bloom (Ewan McGregor / Albert Finney)

Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, 2003 

Apesar da ausência perante sua família e da excentricidade de Ed Bloom, o carisma da personagem é inegável. O único que parece ser imune a ele é, curiosamente, seu próprio filho, o cético Will. A difícil convivência apresentada na trama, fomentada pelo aparente desnível entre as personalidades de pai e filho, é decorada com as poéticas e fantasiosas histórias de Ed, de duvidosa credibilidade, mas com incrível capacidade para o encantamento. Após divergências familiares, Bloom consegue conquistar e se reaproximar de seu filho da mesma maneira que o afastou: por meio da história da sua vida, podendo esta ser construída por alegorias ou somente por fatos frios e casuais. Ed, na verdade, sempre foi um bom pai, embora à sua maneira: tentou passar para Will ensinamentos preciosos, que são finalmente aceitos pelo jovem com o término do longa.


3. Ted Kramer (Dustin Hoffman)

Kramer vs. Kramer, 1979 

Quando sua esposa sai de casa e o deixa sozinho com Billy, o filho do casal, o negligente e “workaholic” Ted Kramer precisa mudar completamente a sua rotina. À frente dos cuidados da casa e da criação de seu filho pela primeira vez, Ted enfrenta a ausência da esposa de forma descuidada, até que, a partir da convivência com Billy, ele passa a entender as necessidades e a personalidade da criança. Nasce, então, uma bonita relação entre os dois, de proximidade e compreensão, que inclusive leva Ted aos tribunais, em busca da guarda de Billy, a quem passa a se dedicar por completo.


2. Marlin (Albert Brooks)

Procurando Nemo, 2003

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A sensibilidade com a qual a relação entre pai e filho é abordada e discutida em Procurando Nemo fez do longa um bonito e delicado ensaio sobre a importância da família. Marlin, um pai super protetor, quando vê que seu filho Nemo está em apuros, precisa atravessar todo o oceano para socorrer o peixe palhaço mais famoso do cinema. O amor que une pai e filho é tão forte que faz com que Marlin supere todos os seus medos para estar com Nemo novamente.


1. Vito Corleone (Marlon Brando / Robert De Niro)

O Poderoso Chefão I e II, 1972 e 1974 

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Vito Corleone é o tradicional chefe de família italiano: responsável pela união dos parentes, pelas decisões familiares e verdadeiramente poderoso, tanto dentro quanto fora de sua casa. Apesar da frieza de seu trabalho e seu jeito “carcamano”, o personagem imortalizado por Marlon Brando é gentil e generoso com a família, instituição que, para ele, está acima de qualquer coisa. A dedicação e o carinho que tem por seus filhos e netos evidenciam a importância que os laços de sangue têm para o patriarca. “Um homem que não se dedica à família jamais será um homem de verdade”.

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