Frozen: Uma Aventura Congelante

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Disney volta a aquecer os corações de toda a família

Por Leonardo Sanchez

TÍTULO ORIGINAL: Frozen
DIREÇÃO: Chris Buck, Jennifer Lee
DURAÇÃO: 102min
GÊNERO: Animação, Musical, Família
PAÍS: Estados Unidos
ANO: 2013


Não é novidade que a Walt Disney Pictures já passou por altos e baixos. O departamento de animação do estúdio quase fechou as portas no período que precedeu a chamada “Renascença Disney”, responsável por alguns dos grandes clássicos não só da empresa, mas da história do cinema. Com o fim da década de 1990, porém, o período de ouro teve seu fim. É fato que a companhia teve grandes sucessos de arrecadação nos anos 2000, mas limitados ao público infantil, sem temas pertinentes e sem atrair os adultos (desconsideramos aqui as produções da Pixar).

Com o lançamento de Frozen, porém, a Walt Disney – que já havia voltado a utilizar contos de fadas como fonte de inspiração em A Princesa e o Sapo e Enrolados – emplaca mais um filme em seu hall de clássicos.

Baseado no conto A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen – autor de outro sucesso adaptado pela empresa, A Pequena Sereia – , a animação acompanha a história das irmãs Anna e Elsa, princesas de Arendelle. Quando chega o dia da coroação da primogênita Elsa, os cidadãos do reino são tomados pelo medo ao descobrirem que a personagem é dotada de poderes mágicos. A nova rainha então foge e acaba colocando Arendelle em um inverno permanente. Cabe à Anna, a caçula que não entende a razão de ter sido abandonada pela irmã, ir à sua procura e salvar seu reino.

Com personagens bem construídas, cada qual com sua própria personalidade, o filme adquire dinamismo e enorme capacidade de entretenimento, não só para os pequenos. A principal fonte de humor encarna um boneco de neve chamado Olaf, extremamente carismático e feito sob medida para divertir a todos. Na versão brasileira Fábio Porchat é o responsável pela dublagem da personagem, que apesar de ser feita de neve, tem como seu grande desejo desfrutar dos prazeres do verão.

Na versão original Idina Menzel e Kristen Bell emprestam suas vozes respectivamente à Elsa e Anna, fazendo um belíssimo trabalho de dublagem e interpretando de maneira marcante as músicas compostas para a animação. Não é espantoso, portanto, que um dos destaques de Frozen seja a trilha sonora, que cabeceou a lista dos álbuns mais vendidos nos Estados Unidos pouco após seu lançamento. Assim como outros clássicos da Disney, as composições foram cautelosamente criadas, conferindo à animação o toque mágico, típico da companhia, e que há muitos anos não era observado em seus lançamentos. Let It Go, canção que é o carro chefe de Uma Aventura Congelante, marca sua presença no Oscar desse ano, ao ser indicado na categoria de melhor composição musical ao lado da nomeação de melhor animação do ano.

Com belíssimas paisagens e personagens incrivelmente bem desenhadas, o longa não poupa esforços para exibir a tecnologia envolvida em sua produção. Seja nos cabelos de Anna e Elsa, cautelosamente computadorizados, conferindo detalhe à cada fio, ou nas belíssimas criações de gelo feitas com a mágica de Elsa, a Walt Disney mostra que ainda é a responsável por definir os padrões de qualidade no gênero de animação.

Frozen foge dos estereótipos conferidos às animações do estúdio ao criar um vilão e um final completamente inesperados. Mesmo seguindo parcialmente a fórmula de sucesso para seus contos de fadas, a equipe responsável pelo musical é capaz de renovar e surpreender os espectadores. A empresa ainda é capaz de acrescentar novo valor ao verbete “amor” de seu dicionário, aumentando o significado de tal sentimento na história de sua cinematografia.

Parece que a Disney pode lançar os fogos de artifício. Não somente criou um verdadeiro clássico da animação 3D, como também descobriu uma nova fonte extremamente rentável – já está entre as 10 animações mais lucrativas de todos os tempos. Com a divisão teatral da empresa já demonstrando interesse em adaptar o filme para os palcos da Broadway, a trama ainda tem a chance de se equiparar a Bela e a Fera e O Rei Leão, que fizeram história não somente no cinema, mas também no campo das artes cênicas.

Ao apostar novamente na família como um todo, e não somente na aceitação por parte do público infantil, o estúdio californiano retorna às origens e desenvolve um trabalho digno dos aplausos de seu fundador Walt Disney. Frozen é um clássico.

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5 comentários sobre “Frozen: Uma Aventura Congelante

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